O trânsito brasileiro ainda está longe de ser seguro. Todos os dias, vidas são interrompidas por sinistros que poderiam ser evitados. Um dos fatores que mais agravam a violência viária é a velocidade excessiva: em um atropelamento a 60 km/h, a chance de sobrevivência é de apenas 2%. Esse dado ajuda a dimensionar o problema e mostra por que os números em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul continuam alarmantes, reforçando a necessidade de mudanças urgentes no Código de Trânsito Brasileiro.
Em Porto Alegre, em 2024, foram registrados 14.921 sinistros de trânsito, sendo 5.740 com vítimas. Destes, 80 resultaram em mortes, somando 84 vidas perdidas. Os dados revelam a gravidade da violência viária na capital e o impacto direto sobre as famílias. No Rio Grande do Sul, o quadro também é preocupante. Em 2024, segundo o DETRAN/RS, foram contabilizadas 1.656 vítimas fatais no estado. O padrão mostra que a segurança viária permanece como um dos grandes desafios gaúchos.
É neste contexto que o Projeto de Lei das Velocidades Seguras (PL 2789/2023) propõe a readequação dos limites de 60 km/h para 50 km/h em vias arteriais e a fiscalização por velocidade média, medida já aplicada em diversos países para coibir excessos e salvar vidas. A legislação atual mantém limites que ampliam a gravidade dos sinistros, enquanto a proposta busca adaptar as regras à realidade urbana e priorizar a proteção das pessoas.
O novo comercial da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga reforça essa reflexão em 30 segundos: “Se a velocidade que mais mata está na lei, a lei precisa mudar”. A peça provoca, informa e convoca a sociedade a participar desse debate. O vídeo pode ser assistido no YouTube e no Instagram. O comercial foi produzido em parceria com Hoc e Mythago Produções, reforçando o compromisso coletivo de transformar o trânsito brasileiro.Por fim, reiteramos que assinar a petição é um passo essencial para fortalecer a tramitação do projeto e pressionar por mudanças que salvem vidas. Assine aqui!
